Arquivos postados no mês de julho, 2010

O que pode arruinar o seu planejamento financeiro?

Postado dia 19 de julho de 2010, segunda-feira, às 12:19 hr.

Quando definimos um planejamento financeiro (orçamento) para o mês, muitas vezes não conseguimos cumpri-lo. Eu admito que é difícil conseguir ficar preso ao plano do mês pois todo mês acontecem imprevistos ou gastos necessários que não nos lembramos ou contabilizamos. Não é por isso que devemos abandonar o planejamento por completo.  É aquela velha frase: “Ruim com ele, pior sem ele”. Fazer um orçamento para todo mês é a melhor opção para monitorar para onde nosso dinheiro está indo.

E quando dá errado o orçamento? O que pode arruinar de verdade o nosso planejamento por completo?

Poucas economias para emergência
Um dos maiores erros que podemos cometer em finanças pessoais é não ter um fundo de emergência para casos extremos. Muitas vezes ao longo da nossa vida somos surpreendidos por fatos que irão demandar dinheiro imprevisto. Se não tivermos uma reserva para casos assim, todo o nosso planejamento pode ser comprometido.

Muitas contas no cartão de crédito
O cartão de crédito pode ser um aliado no planejamento, mas se não for bem usado pode ser um dos piores inimigos para o planejamento financeiro. E, um dos maiores erros que pode-se cometer com o cartão é comprar muito e não conseguir pagar a fatura total. A longo prazo isso será devastador para suas contas.

Muitos presentes
É muito bom presentear as pessoas mas precisamos estar atentos para quanto estamos gastando em presentes. É aconselhável ter um dinheiro reservado para presentes e não excedê-lo. O importante é conseguir colocar os presentes dentro do orçamento sem causar grandes danos a ele.

Uma grande casa
Como Pai Rico – Kiyosaki diz, a nossa casa é um passivo. Portanto, quanto maior a sua casa, maiores as suas despesas mensais. Se você não tem dinheiro suficiente para manter uma casa, viva numa casa menor ou num apartamento. As despesas com casas podem levar muito do seu dinheiro.

Um carrão
Assim como a casa, o carro também é um passivo. Ele arranca dinheiro do nosso bolso com o combustível, manutenção, seguro, etc… O carro é como uma criança, requer muita atenção e ele consome boa parte do seu orçamento. Então compre um que você possa cuidar e que não lhe cause grandes buracos no seu orçamento.

Esses são apenas alguns dos piores inimigos do seu orçamento familiar. Mas todos nós temos nossos próprios inimigos. Eu, por exemplo, gasto muito com aparelhos eletrônicos como celular, GPS, computador… Preciso sempre segurar meus impulsos. E você? O que pode arruinar o seu orçamento?

Autor: Ricardo Alamino

A pressão dos amigos e o consumo.

Postado dia 19 de julho de 2010, segunda-feira, às 09:48 hr.

A adolescência traz consigo muita descoberta, a autopercepção aumenta a cada dia e a vida social torna-se cada vez mais independente. Uma fase onde também as questões ligadas ao universo financeiro costumam “incendiar” a relação entre pais e filhos! Nessa fase, o grupo de amigos passa a ter um papel central na vida dos jovens e isso fica claro nas famosas frases tão comuns nessa idade:

“Todos meus amigos trocaram o celular, menos eu”
”Preciso muito de uma roupa nova para sair com a turma”
“Os pais de fulano dão dinheiro para ele toda semana”

Na convivência com os amigos, os adolescentes, entre muitas descobertas, têm a oportunidade de ver a vida sob dois aspectos: os ensinamentos recebidos em sua casa e o modo como seus amigos vivem.  Esse confronto contribui para a formação da própria identidade.

Susanna Stuart, autora do livro “Ensine seu Filho a Cuidar do Dinheiro” (Editora Gente) e consultora financeira, recomenda muita atenção dos pais nessa fase, pois em termos de construção de boas estratégias financeiras, a influência dos amigos pode, às vezes, comprometer as boas atitudes financeiras que seu filho (a) costumava ter:

“Em busca de aceitação, os jovens adotarão alguns comportamentos financeiros que podem moldar significativamente a forma como lidarão com o dinheiro por toda a vida. O papel dos pais é ajudá-los a escolher hábitos positivos”

Conflito na medida certa contribui para o amadurecimento
O desejo de aceitação pela turma é mais significativo nessa fase e isso leva os adolescentes a entrarem em conflitos pessoais: ”o que penso e o que meus amigos querem que eu pense”. As questões relativas ao dinheiro também fazem parte dessas pressões: “o que tenho e o que meus amigos esperam que eu tenha”.  Os jovens viverão várias situações envolvendo escolhas nem sempre simples e confortáveis.

Porém, todos os conflitos vivenciados nessa fase contribuirão para o amadurecimento. Nesses momentos, a parceria dos pais contribuirá para a formação de um adulto mais equilibrado e consciente. Os pais devem estar atentos às atitudes de seus filhos, procurando estabelecer um diálogo aberto e próximo. A base para que isso aconteça satisfatoriamente é a relação de confiança construída a cada dia.

Especialistas da área de educação financeira recomendam um olhar especial a dois aspectos:

  • Desejo de comprar marcas caras: usar aquela calça jeans com aquela etiqueta famosa é “tudo” para muitos jovens. Através desse símbolo, o jovem se sente aceito pelo grupo.  O caminho das etiquetas torna-se um passaporte fácil para novas amizades. Hora de questionar o verdadeiro sentido dessa palavra;
  • Pressão para gastar mais dinheiro: às vezes não basta usar roupas e objetos de marca. O jovem sente que precisa acompanhar o padrão de consumo de seus amigos, seja nas baladas, no shopping ou em lan houses. Com isso, a mesada some e as economias também! A pressão que a turma exerce é um fato que deve ser encarado com naturalidade, devendo ser monitorada. O problema é quando essa pressão é excessiva e começa a comprometer o desempenho escolar e o relacionamento dentro de casa.

O que fazer quando ter passa a valer mais que o ser? A solução passa pela elevação da autoestima e busca por interesses diferentes, como o esporte e a música. Os pais precisam se envolver mais no universo do filho, conhecer seus amigos e trazê-los para seu ambiente familiar. Assim serão capazes de saber como o filho se encaixa naquele grupo. Conversar e mostrar interesse por suas atividades.

Outra informação importante é que pesquisas afirmam que em grupos heterogêneos, as pressões são muito menores e o respeito à individualidade é muito forte. Logo, o estímulo a novas amizades e idas a locais diferentes dos habituais podem ajudar nesse sentido.

A importância da autoestima
A mensagem em relação às questões financeiras é cuidar para que seu filho não utilize o dinheiro para pertencer ao grupo ou para impressionar os amigos.  Os problemas são ligadas ao dinheiro, mas o alerta é em relação à autoestima desse jovem. Ter um grupo de amigos é fundamental para o desenvolvimento social, psicológico e afetivo de todos, adolescentes e adultos. Mas, como toda questão tem dois lados, às vezes alguns amigos podem marcar negativamente a adolescência.

Quando um adolescente possui uma boa autoestima é capaz de passar pelas situações com mais tranqüilidade. Estes não levarão, por exemplo, a questão das grifes famosas muito a sério! Compreenderão melhor as questões ligadas ao dinheiro e buscarão qualidade de vida e amizades sinceras.

Uma dica: Esse artigo foi baseado no livro “Ensine seu Filho a Cuidar do Dinheiro” (Editora Gente), de Susanna Stuart. Um livro interessante que aborda comportamento e atitudes para desenvolver a inteligência financeira de crianças e adolescentes. Se você procura algo nesta linha, recomendo a leitura. Até a próxima.

Autor: Bernadette Vilhena

Animal de estimação requer planejamento financeiro.

Postado dia 19 de julho de 2010, segunda-feira, às 09:44 hr.

Ter um bicho de estimação traz muitos benefícios para toda a família. É uma ótima companhia e a diversão é garantida, além do que eles promovem a tão importante interação social, principalmente junto ao universo infantil. Temos uma Basset de 5 meses e posso comprovar, todos os dias, o que costumava sempre ouvir: cuidar de um animal é gratificante e revigora as emoções!

Várias pesquisas demonstram que ter um animal de estimação proporciona inúmeras vantagens:

Contribui para a estabilidade emocional;
Favorece a comunicação entre os membros da família;
Melhora a autoestima e a autoconfiança;
Estimula a autonomia e responsabilidade das crianças;
Reduz o nível de estresse.
No entanto, é preciso muita atenção em relação aos bichanos. É importante escolher um animal de estimação adequado à família e seu estilo de vida e ter certeza de que será possível criá-lo com amor, respeito e saúde. Neste sentido, abordaremos neste artigo o lado financeiro desta história. Algumas perguntas podem nortear esse momento:

Por que queremos um bicho de estimação?
Tenho ambiente adequado para acomodá-lo?
O que faremos quando viajarmos ou sairmos de férias?
Temos condições financeiras para cuidar do bichinho?
Condições financeiras? BINGO! Além de um trabalho extra em relação aos cuidados com o novo “membro da família”, uma posse responsável envolve também um planejamento financeiro adequado. A pergunta é: será que todo mundo que decide cuidar de um animal faz um planejamento financeiro ou considera suas despesas no orçamento doméstico? Caso a resposta seja negativa, as surpresas podem ser desagradáveis.

As despesas começam na compra, caso você não adote um bichinho em abrigos especializados.  Em certos casos, adequar o ambiente também será necessário. As idas ao veterinário, banho e tosa, as vacinas obrigatórias, a alimentação, os cuidados com a higiene e os irresistíveis mimos, como brinquedinhos e roupinhas, custam dinheiro!

Os animais de estimação movimentam bilhões em todo o mundo. Dados da ANFAL PET (Associação Nacional de Fabricantes de Alimentos para Animais) dizem que, em brinquedos, acessórios e alimentação, o brasileiro gasta anualmente por volta de R$ 819 milhões.

Mesmo sem cometer exageros, cuidar de um bicho aumenta as despesas. Dependendo da raça, os custos de manutenção mensais são maiores. Por exemplo, se optar por um cachorro de pelo longo, sua despesa com banho e tosa será o dobro (pelo menos) quando comparada à de um cachorro de pelo curto.

Assim, desde um peixinho Beta a um cachorro ou gato, o planejamento financeiro é muito bem vindo e necessário.  A dica é: informe-se sobre os custos com amigos ou em um pet shop confiável e faça uma lista de todas as despesas mensais que terá.  Abra o jogo com os filhos e familiares sobre estes novos gastos e a capacidade de eles entrarem no padrão de vida do lar. Não deixe apenas a emoção guiá-lo na chegada do novo amigo.

A convivência com um animal é muito boa e com planejamento financeiro poderá ficar melhor ainda. O ideal é decidir em família sobre a vontade de cuidar de um bichinho. Afinal, ele precisa ser razão de alegria, amor e felicidade, certo? Pois bem, com  entendimento e  respeito às condições financeiras familiares, ter um animal de estimação será uma experiência muito significativa para todos!

Autor: Bernadette Vilhena

Poupador, investidor ou apostador: quem é você?

Postado dia 14 de julho de 2010, quarta-feira, às 09:34 hr.

A relação que você tem com o seu dinheiro pode classificá-lo no grupo de poupadores, investidores ou apostadores. Você sabe diferenciar esses três tipos de pessoas?

Pela própria origem do nome, que remete à caderneta de poupança, já dá para decifrar que os poupadores são mais conservadores. “Eles juntam um mesmo valor de dinheiro mês a mês para, após um tempo, realizar uma aquisição, seja a compra de um carro ou da casa própria, por exemplo”, explicou o professor PhD da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista), Marcos Crivelaro.

Os poupadores retêm uma parte do orçamento com a finalidade de consumir ou até mesmo de ter uma reserva de emergência, mas sempre deixando a questão da rentabilidade em segundo plano. Em alguns casos, eles apenas deixam o dinheiro guardado na conta-corrente ou em casa, sem ao menos atentar à inflação, que diminui o poder de compra do valor guardado, com o passar do tempo.

Os investidores
Já os investidores têm o hábito de guardar dinheiro, sempre de olho na rentabilidade, pensando no futuro e na acumulação de riqueza. “Ele navega por várias modalidades de investimento em uma escala evolutiva: caderneta de poupança, fundos de investimento até chegar à renda variável”, explicou Crivelaro.

Seu objetivo até pode ser uma aquisição, mas ele não deixa de guardar dinheiro depois que atinge sua meta. Continua, devido ao pensamento de longo prazo e de acumulação de um patrimônio.

De acordo com Crivelaro, grande parte dos brasileiros ainda se encontra no grupo dos poupadores, enquanto o ideal seria que eles estivessem no dos investidores, o que não acontece devido à situação financeira difícil pela qual passa a população. “Cerca de 85% são poupadores, 15% são investidores e outros 5%, apostadores”.

Os apostadores
Neste grupo, a palavra de ordem é se arriscar, em busca de um retorno grande. Porém, existem os maus apostadores, que são aqueles que não medem esforços e correm cegamente em busca de uma grande oportunidade de ganhar dinheiro. Existem outros que são um pouco mais conscientes e que separam, para essa “aventura”, apenas parte de seu patrimônio.

“Conheço muitos jovens apostadores, que pensam que, se não for para investir em algo que garanta um ótimo retorno, é melhor gastar o dinheiro”, exemplificou Crivelaro, que ainda disse que esse grupo costuma ser mais apostador porque tem a visão de que existe mais tempo para recuperar aquilo que pode ser perdido na aposta.

De acordo com Crivelaro, os apostadores querem ganhar muito dinheiro e de forma rápida. A questão temporal, neste caso, é importante. Por isso, categorias de longo prazo não despertam interesse neles, bem como aquelas que exigem muito esforço. O importante é ganhar dinheiro fácil.

Características
Confira as características de cada perfil:

Características
Perfil Poupador Investidor Apostador
Objetivo Realizar um sonho de consumo
Fazer reserva de emergência
Garantir renda futura
Acumular patrimônio
Ganhar dinheiro fácil
Ganhar dinheiro rápido
Rentabilidade Fica em segundo plano Quer a maior rentabilidade na média Quer a melhor rentabilidade do mercado
Prazo Até atingir o objetivo de consumo Investe constantemente O mais curto possível
Risco Baixo Médio a alto Altíssimo
Quem agrupa? Classes baixa e média Classes média alta e alta Classes altas
Fonte: Professor Marcos Crivelaro – PhD Fiap

Por que estou sempre sem dinheiro?

Postado dia 14 de julho de 2010, quarta-feira, às 09:30 hr.

Sempre ouço amigos e pessoas próximas reclamando de que estão sem dinheiro. E não são pessoas que não possuem atividade remunerada. São indivíduos que trabalham e recebem bons salários, inclusive. O que ocorre é um fenômeno comum entre muitas pessoas: a má gestão de sua vida financeira e o descaso pelo planejamento de metas e investimentos.

É comum, ao receberem seu salário no final ou início de cada mês, essas pessoas dispararem aquelas frases desqualificando o seu dinheiro como: “Lá vem o mizerite”, quando falam do demonstrativo do salário ou “O dinheiro é tão pouco que bate na conta e já acaba” e “O salário acaba antes do mês” quando o orçamento doméstico está em pauta. Isso para não usar outras ainda piores, que culpam empresa, colegas e família pelos problemas financeiros do dia a dia.

Essas frases mostram que está em curso um desvio de conduta em relação ao planejamento familiar, que objetivos e metas simplesmente não existem e que consumir qualquer coisa serve. Se é esse o caso, você está diante de um grave descontrole financeiro. Tratar o assunto na base da brincadeira e desqualificar seu salário mostra o quanto as pessoas ainda tratam essa questão de forma errada.

Qual seu padrão de vida?
O valor absoluto do dinheiro pode parecer pouco, mas me parece claro que, se ele acaba tão rapidamente, é porque o padrão de vida que ele pode proporcionar não está sendo respeitado. Traduzindo: se você está nessa situação, está gastando mais do que pode. É hora de rever os gastos, cortar despesas e buscar formas de melhorar/aumentar suas receitas. É hora de encontrar seu verdadeiro padrão de vida e viver dentro deste limite.

Alguns reclamam tanto que me vejo no dever de tentar ajudar. Começo com uma pergunta simples, clássica, óbvia, mas ainda assim provocante: de fato, o que você tem feito para resolver essa situação? Quase sempre, não existe uma resposta. Ora, as pessoas não se enxergam como responsáveis (os verdadeiros culpados pela situação) e não aceitam que a solução deve partir delas.

Sua atitude pode mudar tudo
Se você se enxergou dentro do horizonte pintado nesse artigo, coloco abaixo algumas sugestões para uma verdadeira guinada em sua vida:

  • Chame para você a responsabilidade de sua vida financeira. Você deverá tomar a frente de tudo. Leia mais, discuta com a família, implemente um controle financeiro através de um pequeno caderno, planilha ou sistema e, principalmente, mude seus hábitos financeiros. Compre mais à vista, separe o dinheiro do mês de forma mais organizada, fale mais “não” para tudo e todos;
  • Respeite o seu dinheiro. Chega de frases ou atitudes que desqualificam seu dinheiro. Valorize cada centavo que ganha. Nas compras que pretende fazer, pesquise os melhores locais de compra e busque sempre a opção de compra à vista e com desconto. Aceite que cada centavo é importante e foi conseguido através de seu esforço. Valorizar seu salário significa valorizar-se;
  • Qualifique-se e invista em aprendizado. Perceba que para aumentar seu salário será necessária uma melhor qualificação. Cortando alguns gastos desnecessários e valorizando seu dinheiro, você pode voltar ou começar a estudar e investir seu tempo e esforço em aprendizado e conhecimento, o que proporcionará uma melhor formação e maiores chances de sucesso;
  • Comece a guardar dinheiro. Chega de sair gastando sem critério. Estude cada compra com cuidado e sem pressa. O melhor que tem a fazer é guardar dinheiro, investir, mesmo que no inicio o percentual seja pequeno. Aos poucos você irá se acostumar e verá a diferença que fará em sua vida.

Chega de lamentações!
Como você deve ter percebido, o problema para quem reclama da constante falta de dinheiro pode ser resolvido a partir da mudança de atitude. É verdade que existem pessoas com problemas mais graves, como é o caso daqueles que não possuem remuneração (desemprego, problemas de saúde etc.). No entanto, esta não é a regra. A maioria enfrenta esse problema por negligência na relação com o dinheiro.

É hora de mudar essa situação e o segredo de tudo passa sempre pela disposição individual em fazer diferente e mudar. Caso opte por continuar com os mesmos erros, com a vida financeira desordenada e sem perspectivas, ao menos evite ficar se lamentado sobre a questão para e perto das pessoas que estão ao seu lado. Combinado?

Autor: Ricardo Pereira

É possível conciliar tempo, dinheiro e família?

Postado dia 14 de julho de 2010, quarta-feira, às 09:27 hr.

Rápido. Tudo tem acontecido muito rápido e as mudanças impostas pelas invisíveis leis do alto desempenho recaem cada vez mais intensas sob os ombros de muitas famílias. Participar dos momentos familiares, educar os filhos para a cidadania, praticar exercícios, sustentar hábitos saudáveis, destacar-se no trabalho e ainda manter uma vida social satisfatória parecem atividades impossíveis de serem realizadas de forma complementar. Para muitos, são mesmo.

A verdade é que ninguém gostaria que fosse assim, mas, ao mesmo tempo, poucos desligam o piloto automático por alguns instantes e se concentram em avaliar sua situação pessoal e profissional de forma séria, determinante. Prioridade. Esta é a palavra-chave ignorada por muitos e que gera infindáveis discussões a respeito de carreira, dinheiro e prosperidade. Tais debates, sempre desgastantes, trazem a você meu desabafo.

Afinal de contas, é de se esperar que alguém equilibrado, coerente, afirme que sua prioridade é a qualidade de vida, a família e seus filhos. Não é. Estes são, cada vez mais, apenas pretextos para desafios profissionais cada vez maiores, mais complicados e exigentes. Está claro que trabalhar é mais do que uma opção, é um estilo de vida e uma necessidade. Trabalhar demais, no entanto, é uma escolha.

O desafio de viver!
Confesso que abordar este assunto gera um certo desconforto. Tudo porque temos como modelo de sucesso empreendedores, profissionais e celebridades viciadas em trabalho, com famílias destroçadas, pouquíssimos amigos e muito pouco tempo de lazer. Também porque certas famílias evitam tratar de tais problemas, o que significaria mexer na sua zona de conforto.

Na era da comunicação, que ironia, presenciamos cada vez mais casamentos “remotos”. O marido aqui, a esposa e os filhos lá e um fim de semana para os momentos familiares. Alguns casais amigos meus afirmam, categoricamente, que o relacionamento só funciona com a semana os separando – ou, do contrário, a saudade seria menor e as discussões maiores e mais perigosas. E o número de separações/divórcios, que só tem aumentado? Que modelo de família queremos construir? Queremos construir família?

Trabalhar demais é bom?
Na raiz da questão está o cada vez mais pesado fardo do trabalho. Fardo? Pois é, muitos brasileiros têm no trabalho sua fonte de renda para o consumo e realização de desejos. O dinheiro decorrente do trabalho serve, na maioria dos casos, para comprar, gastar e envolver-se na aparente sensação de liberdade e independência.

O resultado é que trabalha-se cada vez mais, com a certeza de que assim a família terá melhores oportunidades, mais felicidade e condições de prosperar como conjunto. E os pais dedicam-se ao trabalho durante 10, 12, 14 horas com esse nobre objetivo. Está na moda ser viciado em trabalho, ser workaholic. Aliás, parece que não está na moda ser “preguiçoso” segundo a visão do amigo Eduardo Cupaiolo. Certo dia, os viciados descobrem que o filho cresceu, não os respeita como gostariam e que os planos foram dando lugar aos gestos consumistas.

Mas a justificativa está na ponta da língua: “Se não for assim, me mandam embora e contratam outro”, “Sem todo esse esforço, nossos concorrentes vão ter mais destaque”, “Minha família compreende esses sacrifícios porque sabe que faço isso para que possamos ter mais qualidade de vida”, “Só cresce na empresa quem trabalha muito e se dedica aos jogos corporativos” e por ai vai. Você e eu poderíamos preencher todo este espaço com desculpas deste tipo. Sugiro que faça uma reflexão a partir das perguntas:

  • Você fica mais excitado com o seu trabalho do que ao lado de sua família e com os momentos ao lado de amigos?
  • Leva trabalho para casa? Para a cama? E nos finais de semana?
  • Sua família ou amigos desistem de esperá-lo quando sabem que você está vindo do trabalho?
  • Você fica impaciente e é pouco compreensivo com pessoas que tem outras prioridades além do trabalho? Como é para você ouvir “As 17h não posso me reunir porque preciso sair para fazer meu treino de corrida”?
  • Você fica irritado quando alguém pede para você trabalhar menos ou deixar de trabalhar por alguns instantes?
  • Você trabalha ou lê durante refeições?

Qual o legado deixado?
Depois de muito trabalhar e se sacrificar, resta aceitar, já na hora de se aposentar ou durante a terceira idade, que a vida passou rápido e que o “possível” foi feito. O possível, que é bem diferente do importante, do relevante. O resto fica como puro desejo. Desejo de ter economizado e investido para ter mais durante a aposentadoria, de ter trabalhado menos para passar mais tempo com a família ou de ter praticado exercícios para minimizar os problemas de saúde, para ficar em poucos exemplos. Tudo isso já foi possível, mas não era relevante. Prioridade, lembra?

Utopia?
Eu passei por tudo isso. Cheguei a achar que passar por privações, experiências amargas de trabalho, ambientes corporativos recheados de tirania e problemas de saúde eram passos obrigatórios para uma vida plena, com dinheiro em caixa e possibilidades de realização pessoal/profissional. Fui na onda e acabei literalmente destruído. Depois percebi que nada disso é necessário para quem quer viver sua vida dentro dos limites do bom senso. De verdade.

Sem nenhuma vergonha, deixo aqui meu testemunho: morei cerca de 6 anos em São Paulo, de onde viajava de quatro a cinco dias por semana. Lá, começava a trabalhar às 8h e voltava depois de 20h para casa. Então tive um colapso no trabalho e problemas sérios de saúde. Meu casamento ruiu e veio a separação. Para alguns, eu tinha tudo (carreira promissora, reconhecimento, emprego, isso e aquilo). Na verdade, eu não tinha nada.

Então voltei para o sul de Minas, onde hoje programo minha agenda para no máximo dois dias fora de casa, acordo as 8h e trabalho das 9h às 17h, corro 50 km por semana e tenho uma alimentação balanceada. Finalmente estou vivo. Tenho tempo para manias, família, amor, livros, amigos, viagens e o que mais você imaginar.

Como vê, não sou demagogo. Babaquice por babaquice, prefiro a visão piegas de gente comum que encontra na vida simples inúmeras razões para ser feliz. Essa coisa de sucesso a qualquer custo, trabalho escravo e dedicação total ao trabalho pode torná-lo alguém muito influente, até rico e com muito patrimônio, está certo! Mas não inveje minha qualidade de vida e sossego. Prioridade, de novo, lembra? Uai…

Autor: Conrado Navarro

Há relação entre riqueza e qualidade de vida?

Postado dia 7 de julho de 2010, quarta-feira, às 16:33 hr.

Não adianta, quase sempre a brincadeira com alguém que trabalha com finanças passa pela pergunta “Você já ficou rico?” e termina com  “Porque, veja, para ensinar as pessoas a ganhar dinheiro você tem que ter chegado lá”. O raciocínio é válido, tem fundamento, mas é simplista, para não dizer leviano e superficial.

Ensinar a ganhar dinheiro? Rico? Aproveite que o texto ainda está em seu começo e reflita: são apenas essas as métricas que motivam você a procurar informações, textos e material relacionado aos investimentos e às finanças pessoais? Então a única razão para lidar bem com seu cotidiano financeiro é ficar rico e ter muito dinheiro?

Sem dúvida, muitos dirão “SIM” de forma bastante efusiva. Normal. Mas eu prefiro sempre abordar o tema com mais cuidado, ainda que de forma provocativa:

Como fica a qualidade de vida e o bem estar quando só se pensa em enriquecer, comprar isso e aquilo e estar sempre na última moda?
Ter tudo e não ter tempo para usufruir de tanta coisa é qualidade de vida?
Impressionar através de bens materiais é viver o bem estar em sua melhor forma?
Como de costume, tenho muito mais perguntas que respostas. Experimente questionar certas atitudes automatizadas de seu dia a dia e garanto que vai se impressionar com o quão pouco você valoriza sua real capacidade de desfrutar de momentos felizes, simples e descomplicados. Felicidade nos pequenos detalhes, já viu? Temos o péssimo hábito de complicar o que é bom para temperar ainda mais a sensação de realização. Surreal.

Em geral, noto famílias vivendo momentos terríveis, mas sempre com a justificativa de que tudo é para garantir qualidade de vida no lar. Logo, começo a desconfiar que a definição de qualidade de vida está deturpada ou erroneamente interpretada por grande parte da população. Começo com você, caro leitor: o que você considera ser qualidade de vida?

Alguns exemplos
Imagine aquele profissional que trabalha demais, que está sempre correndo contra o tempo para dar conta de seus afazeres, que tem muitos compromissos e julga impossível ter tempo para praticar exercícios. Seu salário é alto, as recompensas financeiras são generosas e ele é tido como grande modelo de sucesso profissional. Você certamente conhece alguém assim.

Agora pense no profissional que trabalha em uma cidade menor, mais tranquila, onde naturalmente seus horários são mais flexíveis, seus benefícios extra-salário são relacionados também ao tempo livre e de forma que ele consiga praticar seus hobbies, passar mais tempo com a família e cultivar suas manias.

Quem tem mais qualidade de vida? A resposta está na ponta da língua, não é mesmo? Ora, então qualidade de vida significa ter vida fora do trabalho, cultivar momentos fora da empresa, respirar o ar dos amigos e da família e fazer deles razão para dias menos estressantes e de pouco ou nenhum trabalho até altas horas da noite. Se quiser conhecer melhor minha opinião neste sentido, recomendo a leitura do artigo “É possível conciliar tempo, dinheiro e família?”.

Certo, qualidade de vida é um conceito relativamente simples, óbvio. Agora vamos levar em conta a remuneração direta de cada um dos profissionais citados. O que trabalha muito está em uma empresa com proposta agressiva e tem bônus polpudos relacionados às suas metas de vendas e contratos fechados. O que trabalha menos e vive no interior recebe um salário menor e tem no 13o. salário e no plano de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) seu extra anual.

Quem é mais rico? Para alguns, a resposta ainda é fácil. No entanto, começo a ouvir um coro dizendo “Depende”. Depende de quê? Rico não é ter mais dinheiro, ter mais isso e aquilo, andar de carrão e morar em um belo apartamento? Sim? Não? Experimente observar a situação dos profissionais de outro ângulo: qual dos dois leva uma vida mais rica em realizações, amor, saúde e, adivinhe, qualidade de vida?

Portanto, profissionais sérios que abordam finanças pessoais e investimentos propõem a seus amigos e clientes uma vida equilibrada, com trabalho sério, mas também momentos de lazer e planejamento para desfrutar de qualidade de vida hoje e sempre. Ficar rico é consequência de uma vida rica, próspera, pautada no bom senso, respeito e suporte familiar.

O dinheiro, então, é um aliado e não uma meta final. Quando estiver próximo de algum falso rico – o típico workaholic que adora falar dos inúmeros contratos fechados em pleno happy hour – experimente comentar sobre sua rotina de prazer ao lado de sua(seu) esposa(o) e do plano de abrir um negócio assim que os investimentos já realizados alcançarem a meta programada. Repare na sua reação.

Ele vai te achar um babaca. Sorria, afinal sua vida não depende disso para existir. Ela já existe. Enquanto isso, ele vai seguir achando que babacas como você são a razão para tanto sucesso de pessoas como ele. Tudo bem, é a vida. Uns escolhem ficar ricos enquanto outros escolhem ser ricos. Eu sou rico! E você?

Autor: Conrado Navarro

Como resistir à tentação das vitrines em um passeio no shopping?

Postado dia 7 de julho de 2010, quarta-feira, às 16:31 hr.

Shopping é um centro de consumo, mas se tornou opção de lazer para muitos brasileiros, principalmente para os que vivem em grandes cidades. Nesses verdadeiros paraísos do consumo, um simples passeio com a família pode acabar em compras, muitas vezes, desnecessárias. Como garantir o lazer e resistir à tentação das vitrines? A palavra-chave é autocontrole.

“Se a ideia não é comprar, existem outras alternativas de lazer”, aconselha o especialista em educação financeira Álvaro Modernell. “O melhor é evitar lugares onde a tentação é maior”. Mas, se não houver jeito, existem maneiras de evitar chegar em casa com sacolas cheias, bolso vazio e contas a pagar.

Para o especialista em finanças e diretor da Human Value, Mario Kuniy, psicologia e consumo caminham juntos e o primeiro elemento tem fator determinante no segundo.“O consumo envolve questões emocionais”, avalia. “Mas, se a pessoa não faz uma reflexão se ela pode ou não gastar, perde o controle”.

Criar mecanismos internos de autocontrole, tentar organizar os gastos no final do mês e tentar agir de maneira racional são os principais fatores que os consumidores devem considerar quando estão diante da tentadora vitrine.

“Eu mereço”. Será?
Pode parecer a parte mais simples, mas o autocontrole é a fase mais difícil para os mais impulsivos. “Quando as pessoas estão em um período de estresse, elas acreditam que, indo ao shopping e comprando, vão compensar o desgaste”, explica Kuniy. Aí é quando a velha frase “eu mereço” entra em ação.

São tantos problemas ao longo do dia que aquela visita ao shopping para comprar uma bolsa ou um celular é como se fosse um alívio. “A pessoa pensa que não é um problema, mas ela pode perder o controle”, avalia o especialista.

Quer relaxar depois de um dia difícil? Definitivamente não vá ao shopping. “Se a pessoa for e não puder gastar, ela tem de ter consciência de que é um passeio apenas”, afirma Modernell. Ele explica uma tática para os mais descontrolados.

Se a tentação for forte, entre na loja, experimente a roupa, mas diga obrigada a vendedora, saia e vá dar uma volta. “Nesse momento, ele deve pensar se realmente o que viu é necessário, útil”, avalia Modernell. Para Kuniy, questionar a necessidade do produto é ponto fundamental. “Será que eu preciso mesmo disso? É preciso fazer essa pergunta”, diz. Mas, se você for muito compulsivo, evite a loja e o shopping.

Seu bolso também merece
Consultar o bolso também define a compra. Ele também merece sossego de vez em quando.“Tem gente que está com o cartão de crédito estourado, no cheque especial e ainda quer comprar”, afirma Kuniy. Nesses casos, não existe orçamento que possa sustentar um passeio no shopping.

Mesmo aqueles que não têm uma moeda no bolso podem cair na armadilha dos centros de consumo. E o cartão de crédito entra na história. “É fácil passar o cartão, porque a pessoa não sente o dinheiro sair do bolso”, diz o especialista.

Com a moeda de plástico, o simples impulso pode se transformar em uma bola de dívidas. “Hoje, nós medimos nossos gastos pelo salário que ganhamos e esquecemos dos juros”, lembra Kuniy.

“Para comprar é preciso ter dinheiro, se você tem dinheiro para pagar aquela compra à vista, então, ótimo”, avalia Modernell. Para ele, o consumidor utiliza de forma errônea o cartão. “O cartão é um instrumento para facilitar as compras, conseguir vantagens com as operadoras em bônus, e não para ser utilizado para financiamentos de compras”, ressalta. Com o cartão, o consumidor sente que tem um poder de compra maior. Maior até que a sua renda real. Aí é que começam as dívidas.

Passeio em família
A situação pode piorar se o passeio no shopping for realizado em família. Crianças e centros de consumo não geram boas consequências para o bolso dos pais, na maioria das vezes. “Se a família for passear no shopping, os pais devem conversar antes com as crianças”, alerta Modernell.

Conversar sobre a importância do gasto, sobre as necessidades e utilidades dos produtos e até estabelecer acordos com os pequenos são atitudes que podem deixar não só o passeio menos oneroso como também formar futuros consumidores mais conscientes. “Estabeleça um limite de valor com os filhos para ser gasto no passeio”, aconselha o especialista.

Mas não é só isso. Dar o exemplo, até na hora de consumir, é essencial. “Os pais devem ficar atentos porque as crianças observam o comportamento deles”, diz Modernell. Assim, não adianta falar para o filho sobre a necessidade do consumo e na primeira esquina comprar mais uma bolsa para ficar no armário.

Para Kuniy, assim como para Modernell, o shopping não é lugar para passeios. “Às vezes, as pessoas vão ao shopping pensando em comprar, mesmo que inconscientemente”, afirma.

Autora: Camila F. de Mendonça

Empreendedorismo VERSUS Finanças Pessoais

Postado dia 6 de julho de 2010, terça-feira, às 09:58 hr.

Através de alguns casos que seguem abaixo estaremos apresentando a difícil realidade de muitas pessoas que não sabem ou não percebem como poderiam ou deveriam poupar seu dinheiro! Para que através de uma visão de longo prazo obtenham um valor superior ao seu investimento inicial!

Em nosso primeiro caso, temos um pedreiro que em 20 anos, adquiriu 1 Milhão de Reais em seu Imobilizado, simplesmente economizando e reinvestindo seu dinheiro em construções (tendo em vista que seu maior conhecimento era exatamente nesta área)!

Marco Aurélio, investidor ou Louco? Nesse segundo caso, temos um empreendedor que gosta de arriscar. Sem ter as ferramentas adequadas em mãos para efetuar uma analise mais eficiente, ele simplesmente atira para todos os lados, muito diferente também do primeiro caso, esse companheiro pós graduado em Finanças parece não ter percebido o principio básico de investir em algo que se tenha o mínimo de conhecimento!

Na citação abaixo do livro Pai Rico, Pai Pobre, compreende-se exatamente qual o pensamento de nosso terceiro caso. Será que Cristina está pensando em seu FUTURO adquirindo um imóvel, ou está adquirindo um Ativo Rentável?

“• A classe pobre tem despesas diárias que consome todo seu ganho, não sobrando nada para poupar.

• A classe média adquire Passivos pensando estar adquirindo Ativos (como uma casa ou um carro). Esta classe está numa luta financeira constante. Sua Renda vem de salários, e à medida que os salários aumentam, os impostos aumentam também. Os gastos aumentam junto com os salários – daí a ‘corrida de ratos’. Consideram que sua casa é seu principal Ativo, em vez de buscar Ativos que efetivamente lhes gere Renda (conforme o terceiro caso).

• A classe rica constrói uma coluna de Ativos sólida que lhes gera Renda. Eles ficam mais ricos por que continuam a adquirir mais Ativos, que lhes gera mais Renda, excedendo seus gastos e aumentando sua poupança.”

No livro Pai Rico, Pai Pobre, existem muitos exemplos de empreendedorismo, temos uma comparação entre os pensamentos de uma pessoa que se limita e de outra que força sua mente a trabalhar, conforme abaixo:

“- Pai Pobre dizia “estude bastante para que você possa um dia trabalhar para uma grande companhia”, Pai Rico dizia “estude bastante para que você possa um dia comprar uma companhia lucrativa”.

- Pai Pobre dizia “eu não consigo pagar por isso”. Pai Rico perguntava-se “o que posso fazer para conseguir pagar por isso?”".

É difícil abrir mão de coisas agora, pensando que no futuro poderá se usufruir disso. Nos dias de hoje temos que ser nossos próprios gerentes financeiros, temos que avaliar qual o meio mais lucrativo para investir nossas reservas e tendo as ferramentas adequadas podemos fazer disso um passatempo no mínimo interessante!

Autor: Kleber Tercilio Vicenzi

6 Dicas Financeiras para Jovens.

Postado dia 6 de julho de 2010, terça-feira, às 09:55 hr.

É para a nossa infelicidade que o tema “finanças pessoais” ainda não se tornou uma matéria exigida nas escolas e faculdades. Por isso, nossos jovens têm a dificuldade de gerenciar seu dinheiro, muitas vezes entrando em buracos sem-saída. Se você é um jovem, saiba que um bom caminho para começar a se organizar financeiramente é através da leitura. Você pode começar lendo bons artigos na área de finanças e buscando softwares para controlar seu dinheiro.  Para ajudar você a começar, vamos dar uma olhada em alguns passos básicos que o jovem possa viver uma vida confortável e bem gerenciada.

01. Aprenda a ser Auto-Controlado  – Se você tiver sorte seus pais ensinaram você sobre autocontrole desde cedo. Se não teve esta sorte, é melhor aprender rápido, senão poderá entrar em grandes ciladas. Não entre em prestações longas, não gaste se você não tem o dinheiro, prefira pagar à vista. Se você não tem autocontrole, sugiro que não tenha cartão de crédito. De outra forma, poderá aprender lições das piores maneiras e sofrer muito.

02. Tome conselhos, mas selecione a fonte – Assuma o controle financeiro de sua vida. Ouça conselhos, mas não de todos! Muitos querem ajudar, mas não entendem nada de finanças. Cuidado ao tomar conselhos de avós, amigos e parentes em geral. Leia bons livros, participe de palestras, fale com profissionais, etc. Filtre os conselhos sem fundamento!

03. Saiba para onde seu dinheiro está indo – Faça um planejamento financeiro. Olhe de perto o seu orçamento. Corte despesas e gastos supérfluos. Aprenda a viver sem luxo, pois quando o luxo vier, será lucro. O pior é viver no luxo por algum tempo, e de repente, você ver que está falido.

04. Comece um fundo de emergência – Uma das frases financeiras mais conhecidas é esta: “Pague você primeiro”! Ou seja, reserve uma porcentagem de seus ganhos, como fundo de emergência. Mas cuidado para não pôr tudo debaixo do colchão. Senão, com o tempo a inflação consumirá seu dinheiro. Use a poupança, fundos de investimento, ações, etc.

05. Poupe para a aposentadoria desde já – A velhice chega num estalar de dedos. Se você não tiver cabeça agora, poderá chegar na terceira idade tendo que depender do governo. Comece a fazer um fundo para sua aposentadoria. Quanto antes você começar, melhor!

06. Entenda de impostos – Estude os impostos vigentes na nação. Pergunte a contadores, advogados, profissionais da área a respeito de como economizar pagando menos imposto. Seja você dono de empresa ou funcionário, saiba que há sempre uma forma legal de pagar menos impostos. Estes segredos precisam ser buscados, portanto, corra atrás!

Lembre-se, você não precisa ser especialista em finanças para começar a gerenciar seu dinheiro. Existem adolescentes e jovens que começam muito cedo a lidar com dinheiro, e consequentemente se tornar um sucesso na vida. Então, comece hoje. Aprender a controlar suas finanças não é tão difícil assim.