Tentaram me doutrinar para ir bem na escola, cortar o cabelo, conseguir um bom trabalho, ganhar um bom salário, ter uma boa casa e televisão para assistir o Faustão e o Silvio Santos até o fim dos meus dias . Não conseguiram! Hoje eu ensino os meus filhos a perseguirem suas paixões, e se transformarem na luz que ilumina o mundo.
Nós vivemos em uma sociedade que não estimula em nada a criação de empreendedores, muito pelo contrário, a novela da rede bobo mostra os empresários como ladrões e assassinos; o jornal nacional exalta o governo como criador de emprego; a professora na escola ensina o moleque a pintar dentro do quadrado; o professor na faculdade idolatra a GM, IBM, Petrobrás e Vale do Rio Doce como expressões máximas do capitalismo; no cinema, os heróis são um bando de Vampiros que não trabalham há séculos; na televisão, são um bando de vabagundos que ganham 1 milhão de reais para tirar a roupa.
Ninguém está dizendo aos seus filhos para serem empreendedores! Ninguém! Se você não fizer nada, os seus filhos vão crescer achando que a vida é sobre trilhar uma única e linear estrada, trabalhar para o Bradesco, fazer carreira doce na Vale do Rio, ou prestar concurso público para mamar nas tetas da dilma.
Eu não quero isso para os meus filhos. Eu vou criá-los para serem empreendedores.
A imensa quantidade de problemas brasileiros que você e eu tanto conhecemos ainda não foram resolvidos porque não temos quantidade suficiente de empreendedores para atacá-los. Falta empreendedor, sobra problema.
Criar Filhos para serem Empreendedores é uma Responsabilidade Social, a alternativa que o país precisa para acabar com os problemas sociais.
Eu quero ver os meus filhos empreendendo, pode ser qualquer coisa: limonada, computador, artesanato em feira hippie, software, música, whatever!
“Pai, eu gosto de dançar”, LEGAL FILHA!! Vamos vender esse troço, “Pai, eu gosto de ler”, LEGAL FILHO, vamos transformar essa brincadeira em uma empresa, “Pai, eu gosto de ver televisão”, LEGAL FILHA, vamos transformar a sua paixão em um web site”.
“Filhos, nós podemos criar qualquer coisa a partir de qualquer paixão que vocês tiverem. Vocês devem e podem viver daquilo que vocês mais gostam de fazer. NUNCA SE ESQUEÇAM DISSO. NÃO DEIXEM NINGUÉM DIZER O CONTRÁRIO, NEM MESMO EU!”.
Eu vou mudar o mundo, um filho de cada vez.
CRACHÁ JAMAIS!
Eu vou criá-los para serem Empreendedores, e não Advogados.
Eu vou educá-los para serem PRODUTORES e não consumidores.
Eu vou educá-los para AMPLIAR A RIQUEZA do mundo e não para se aproveitar do que os outros já criaram.
Desde cedo eu vou dizer a eles que não existe trabalho algum esperando por eles.
“Tratem de serem os melhores do mundo em alguma coisa, e alguém, eventualmente, em algum lugar, irá pagar a maior grana do mundo para vê-los trabalhar. Ponto.” , eles ouvem isso todos os dias, e vão ouvir até eu bater as botas.
É claro que eles não vão fazer ou ser o que eu quiser. Acima de tudo eles vão aprender a questionar tudo e todos e pensar por si mesmos. Além do mais, existe toda uma sociedade falida cheia de imbecis buzinando lixo na cabeça deles. Eu sou apenas mais um, inocente, idiota, falando; e sobretudo, dando o meu exemplo.
Por que é tão importante ensinar Empreendedorismo para os nossos filhos?
Porque o Empreendedorismo resolve os problemas do mundo.
As empresas, os governos, os sistemas, e toda a panacéa que está “funcionando” não vão resolver nenhum novo problema do mundo, ou problema velho que foi deixado para trás. A panacéa vai resolver os problemas originais que foram criadas para resolver – e olhe lá!
A sociedade precisa de empreendedores para atacar os problemas; a turma que funciona (os funcionários, agora chamados de “colaboradores daquilo que funcionam”), foram cultivados, ensinados e doutrinados a manter as coisas funcionando.
Se você levar em conta que o atual sistema está ficando obsoleto. Danou-se!
“Houston, Nós temos um problema!”
Chama o Forrest Gump!!!
Nós precisamos criar os rebentos para serem empreendedores!!!
Como?
1. Projeto Mãe Desestressada. Se você tem filhos pequenos e uma esposa, você sabe o quanto a mulher pode ficar paranóica com os pequenos problemas que aparecem na vida dos filhos. Depois que você ajudá-la a resolvê-los, e a poeira abaixar, sente com os seus filhos para fazer um “brainstorm” sobre os problemas da casa. Jogue o problema no colo dos pimpolhos, e peça por soluções. “O quarto de vocês precisa estar arrumado depois das brincadeiras, qual solução vocês tem para esse problema?”, invente problemas (se não tiver o bastante), exemplo, “Nós sempre esquecemos de colocar o suco na lancheira. O que vocês acham que papai ou mamãe poderiam fazer para não esquecer de colocar o suco na lancheira?”.
Eu acredito que somos bichos de hábitos. Se o hábito de resolver problemas entrar na vida dos meus filhos, eles irão crescer empreendedores, e um dia, lá na frente, eles vão dar de cara com um problema que pode virar riqueza.
2. Projeto Loja de Brinquedo. A minha filha já aprendeu que precisa doar brinquedo velho para criança pobre. Agora, eu vou ensinar a ela como empreender uma loja de brinquedos usados. Empreendedorismo dá certo quando o empreendedor ama o que faz. Uma vez que ela ama brinquedos, e ama lojas de brinquedos, eu tenho certeza que ela vai amar a idéia de montar uma loja de brinquedos usados, e se dedicar de coração e paixão pelo projeto. Nós vamos montar a lojinha, definir os preços, criar uma decoração especial, fazer a promoção dos produtos, enfim, setar tudo, ganhar o dinheiro com as vendas, e economizar o faturamento para comprar alguma coisa interessante no futuro. A primeira vez a gente nunca esquece. No futuro, ela poderá dizer aos meus netos que empreendeu pela primeira vez aos seis anos de idade.
3. Projeto Crianças no Trabalho. Ok, já temos o Casual Day. Que tal agora criarmos o Kids Day? Todos os dias os seus filhos vêem você sair para o trabalho e voltar com dinheiro. Eles devem ficar imaginando, que fucking coisa os meus pais fazem todos os dias dentro de um escritório cercado de paredes cinzas? O que eles sabem é que você trabalha, o dinheiro entra. Na cabeça deles tudo parece fácil. Basta sair de casa, entrar em outro lugar, e o dinheiro entra em casa na forma de brinquedos, doces, roupas, viagens e agregados. Tá tudo muito fácil!! Chega! Vamos ensiná-los o valor do Trabalho! Vamos levar os crianças para o escritório, para a fábrica, para a loja, para conhecer um cliente! Sim, por que não? Leve o seu filho para conhecer o seu principal cliente. Eu tenho certeza que será um excelente quebra gelo, e uma excelente reunião. Vamos mostrar como as coisas funcionam! Vamos deixar as crianças colocarem as mãos nos produtos que vendemos, nas notas fiscais, nos clientes!
4. Projeto Mundo Criativo. A minha filha não é a Alice, mas a mente dela é o país das maravilhas. Os nossos filhos tem as idéias mais loucas do mundo. Basta deixá-los se expressar. Eu costumo brincar com a minha filha sobre que tipo de mundo ela gostaria de viver. “Eu sei que você gosta do sorvete de casquinha do McDonalds, mas como seria o sorvete mais gostoso do mundo para você?”, “Olha aquela loja, o que poderia ter de louco por lá?”, “O que deveria existir dentro de uma sala de cinema?”, “O que você gostaria de fazer pela sua mãe que você nunca fez?” e assim por diante. Ela costuma dar as respostas mais “Alices” que eu já ouviu. Experimente com o seu filho!
5. Projeto Contadora de Histórias. Fatos não movem ninguém, Histórias sim. Antes da minha filha nascer, eu falava para todo mundo que ia ler histórias infantis para ela dormir. O plano já foi para o buraco. Eu não preciso mais ler histórias para ela dormir. Ela não gosta que eu leia histórias. Ela gosta de contar as histórias. Ela gosta de inventar as suas próprias versões das histórias tradicionais com personagens imaginários e versões fantásticas. Um bom empreendedor tem que ser um excelente contador de histórias para conseguir motivar os seus funcionários. Eu acredito que centenas de horas passadas em claro ouvindo minha filha inventar histórias irá ajudá-la a ser uma pessoa empreendedora no futuro.
Leia livros de histórias para os seus filhos, mas deixe-os contar e inventar suas próprias histórias. Às vezes, durante o dia, quando temos visita em casa, nós estimulamos os filhos a contar histórias em público, para todos ouvirem. Contar Histórias e Saber Falar em Público são habilidades essenciais para o empreendedorismo. Se você quer um filho empreendedor, estimule o pimpolho a falar em público.
“Você precisa ser dono do seu próprio negócio”, “Você precisa ser independente”, “Você precisa ser responsável pelas suas próprias decisões”, “Você precisa fazer o que você ama”, “Você precisa transformar a sua paixão em uma empresa”, “Você precisa ajudar o mundo a resolver os seus problemas mais complexos” , os meus filhos vão me ouvir falar sobre isso o tempo todo. O mundo precisa de resolvedores de problemas, eu espero contribuir sensivelmente para o crescimento dessa mão de obra.
Mas acima de tudo, o maior ensinamento sobre empreendedorismo que podemos passar aos nossos filhos é viver do empreendedorismo. As nossas ações falam muito mais alto do que qualquer discurso.
Se você quer que o seu filho seja empreendedor, você precisa ser empreendedor!
Mas empreendedorismo não é apenas sobre abrir empresas. Empreendedorismo é sobre uma maneira especial de viver e pensar o mundo que nos cerca. Quando você é dono de um negócio, você é responsável pelo seu sucesso ou fracasso. Esse sentimento de responsabilidade pessoal é um presente de valor incalculável que você pode passar para os seus filhos.
Vamos criar os filhos para serem empreendedores!
Autor: Ricardo Jordão Magalhães

Quando comecei a ler esta página, fiquei empougado, pois acabara de ler na primeira página que devemos ser a luz que ilumina o mundo, mas, quando li o resto, fiquei deprimido, pois vi exemplos tristes de pessoas que tentam fazer de seus filhos “empreendedores”. Para que? A maior parte das pessoas que se dizem “empreendedoras” são infelizes. Sim, infelizes por se preocuparem em dominar o mundo e, com isso, acabam por esquecer que a alegria e a felicidade não cunstão nada. Ou melhor, são de graça. Meu caro, observe o que está escrito no iten 2 do texto acima de autoria de Ricardo Jordão Magalhães, quando diz ” minha filha já aprendeu que precisa doar brinquedo velho para criança pobre”. Você sabe o que isto significa? Não, pois vou dizer: este gesto de doar é fonte de muita alegria e, mais do que isto, é desapego de bens. E o que o autor relata em seguida? Que a menina deve fazer um emprendimento a fim de ter lucro? O incrível é que o autor relata que a menina tem apenas 6 anos de idade, quando fez o primeito empreendimento e ainda relata isso aos netos com ar de orgulho. Meu amigo, a razão pela qual acessei este site foi para buscar informações a respeito de educaçao financeira, mas confesso que fiquei deprimido com o que li, o texto de autoria de Ricardo Jordão Magalhães. Tenho a certeza de que se este autor tiver de fato filhos e viver da maneira como relata neste texto, pode até ser um grande “empreendedor” mas é sem dúvida um homem muito infeliz.
Paulo Marcos, confesso que conheço bem pouco o autor, Ricardo Jordão, mas costumo ler os seus textos e mensagens que ele envia por email, e posso te garantir que infeliz ele nào é.
Acredito que tenhas interpretado muito mal e erroneamente o texto, porque em nenhum momento “empreendedor” significou “dominar o mundo e esquecer a felicidade”, muito pelo contrário empreender é exatamente IR EM BUSCA da felicidade e do que te torna mais realizado.
Ser empreendedor e ter seu próprio negócio com seus próprios princípios não tem nada a ver com arrogância e individualismo, mesmo que muitos dos que se chamam empreendedores façam isto, este não é o conceito verdadeiro.
Sinto que o que você sente é que dinheiro está ligado à coisas ruins, e que quem tem dinheiro não deve ser uma “boa pessoa”. É uma pena, pois as pessoas podem sim ter muito dinheiro e ainda assim ter valores!
A idéia do texto é tornar o seu prazer em negócio e ainda ganhar dinheiro fazendo o que você mais gosta! Qual o problema nisso?
O único problema é exatamente a primeira frase do Ricardo, “fomos ensinados a ir bem na escola, arranjar um bom trabalho e ter um bom salário”. É uma pena que você ainda esteja, e DEFENDA, este lado da sociedade.
Não vou dizer que VOCÊ que é um infeliz, pois nem nos conhecemos, eu não tenho argumento nenhum pra dizer isto a teu respeito, mas posso dizer sim que você ainda não pegou “o espírito da coisa”.
Quanto ao artigo, muito bom. É o que busco diariamente, é difícil a prática depois de ter ouvido ao longo da vida “minha filha, estude bastante e faça um concurso público”. Mas acredito que o primeiro, e mais importante passo, seja a tomada de consciência. E isto eu tenho, me salvei do sistema e hoje posso fazer parte dos 20%. Continue escrevendo pois são muito inspiradores, parabéns.
Oi, Paulo Marcos,
Concordo plenamente com a Renata Cunha, vc não entendeu o “espírito” do texto do Ricardo ! Ele está dizendo justamente que as pessoas mais felizes e realizadas na vida pessoal e profissional são aquelas que seguem seus instintos e sua essência e procuram ganhar a vida baseando-se no que realmente gostam de fazer.
As pessoas mais felizes e realizadas que eu conheço dizem que não “trabalham”, pois gostam tanto do que fazem que não envolve nenhum esforço, mas diversão e prazer diários.
Quem dera eu consiga criar a minha filha dessa forma, pois o que eu mais desejo pra ela é que não “sucumba” com o “senso comum”, que não vire uma alienada na vida, mas que seja independente da opinião alheia, que siga adiante com seus sonhos e tenha uma vida rica em todos os sentidos, inclusive financeiros se assim ela desejar, pois quem ama o que faz, faz bem feito e o retorno só pode ser positivo.
Por isso eu adorei o texto do Ricardo e com certeza vou usar algumas de suas idéias e outras que acabei de ter para ensinar minha filha a ver o mundo de uma forma diferente do tradicional e ser uma garota empreendedora, com certeza ! Um abraço !
Bom dia.
Farei um breve comentário, uma das diferenças da nossa economia para a economia de um país de terceiro mundo é que:
Lá quando os alunos de administração / economia / publicidade estão no último ano de faculdade, 80% já estão abrindo seu própio negócio, aqui no brasil, acredito eu, que nem 10% age dessa forma.
Eu farei parte desses 10%.