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Porquê utilizar o Gerenciador Financeiro Yupee?

Postado dia 26 de julho de 2011, terça-feira, às 14:48 hr.

Controle Financeiro

O controle financeiro ou gerenciamento financeiro pode parecer inerente para o nosso dia a dia, mas não o é.

O controle de despesas deve ser feito com a mesma constância com que fazemos os gastos, sem o qual corremos o risco do descontrole e acabamos por alimentar quem pacientemente espera por este descuido, para, na forma de juros ou taxas, ficar com as nossas economias. (mais…)

Eles querem o seu dinheiro

Postado dia 20 de junho de 2011, segunda-feira, às 00:10 hr.

Se dinheiro na mão é vendaval, nesta série de artigos vamos mostrar algumas dicas de como utilizar os ventos ao nosso favor, transformando gastos desnecessários ou muitas vezes transparentes, em mais poder de compra. Mais uma vez deixaremos bem claro que nosso objetivo não é fazer com que o gerenciamento financeiro seja o carrasco do seu prazer em fazer compras, mas sim, para retomar o poder de compra do mesmo dinheiro, ou ainda aumentar a parcela destinada à realização dos seus sonhos ou aposentadoria.

Nós temos recebido diversos relatos de usuários que fazem o controle de despesas com o gerenciador financeiro Yupee e descobrem diversos gastos que deveriam ser evitados, e erros frequentes que corroem o orçamento sem que sejam percebidos.

Eles querem o seu dinheiro, e para conseguir vão utilizar-se das mais modernas técnicas de marketing, desde que consigam mais dinheiro pelo mesmo produto, ou às vezes por um produto com um pouquinho menos de conteúdo, como veremos mais abaixo, ou o pior, fazer a venda de um produto não necessário!

Cabe a nós consumidores, cientes destas técnicas, aproveitá-las, e conquistar o máximo de prazer com o nosso rico dinheirinho.

Quando digo aproveitar, é ter o prazer de ver uma propaganda com base em neuromarketing ou neurobranding, por exemplo, (técnica que se utiliza das camadas emocionais do cérebro para fazer com que a emoção fale mais alto do que a razão e o produto oferecido passe a ser um objeto de desejo) e conseguir analisar friamente a sua real necessidade de compra e a capacidade financeira.

Um caso famoso de utilização do marketing do mal foi o desenvolvimento da tampa gordinha da pasta de dente, antigamente o bico era fininho, só saia o necessário, com o alargamento, a cada apertão no tubo sai muito mais pasta do que necessitamos, o resultado foi o aumento das vendas de pasta de dente, e ninguém ficou com os dentes mais limpos por causa disto! (portanto aperte com menos força o tubo da próxima vez, o resultado é o mesmo!)

E quem são eles? São as fábricas, supermercados, bancos, agências de viagem, prestadores de serviço, que nos últimos anos melhoraram, e muito a nossa qualidade de vida, mas andam querendo trocar a nossa felicidade pela suposta necessidade de mais e mais produtos, cabe a nós a responsabilidade de definir os limites.

Dinheiro foi feito para melhorar a nossa qualidade de vida, portanto quanto melhor utilizado, melhor qualidade de vida poderemos conquistar!

Para quem acha melhor utilizar o dinheiro para ter “Status”, lembre-se que isto nada mais é do que a necessidade de comprar um produto que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para agradar a quem nem gosta de nós, e ficar parecido com quem não somos!




Dicas para economizar nos Supermercados:

Quando vamos ao supermercado, deliberadamente já temos a intenção de gastar, eles por sua vez sabedores desta propensão, tratam de estudar os nossos padrões para fazer com que a emoção nos faça gastar  um pouquinho mais, mas será que este gasto a mais irá trazer o prazer prometido? Ou será apenas o prazer momentâneo da compra por impulso?

Para evitar o descontrole na hora das compras, prepare-se antecipadamente e faça sobrar dinheiro.

- Defina antecipadamente o quanto você deve gastar, a agenda Yupee te ajuda com maestria neste quesito, e limite os gastos a este valor. Pague com o cartão de crédito somente se estiver dentro do orçamento, se a conta passar do limite o parcelamento irá ficar com os louros de todo o sacrifício para economizar!

- Evite ir ao supermercado com fome, geralmente compramos mais do que precisamos no intuito de “matar” a fome, principalmente porque as cores, a iluminação, o aroma e o ambiente são pensados justamente para tornar a compra mais prazerosa.  Mulheres fazem compras mais racionais do que os homens, que devem ficar com as crianças em casa para não saquearem o orçamento com supérfluos.

-Leve a sua lista de produtos e procure manter-se fiel a ela.

- Produtos correlatos são agrupados, para tentar vender mais de um produto por estar sugestionado ao outro. Cuidado para não comprar o que não é preciso. Por Ex. promoção de cerveja encalhada próxima as carnes. (churrasco)

- Produtos de última hora na fila do caixa, são uma tentação. Evite!

- Tente saber quais são as frutas e legumes da época, são mais saborosas e custam menos. No site http://www.bemdesaude.com/seasons/ tem uma tabelinha útil.

- Produtos em oferta estão sempre à vista e chamando a sua atenção, a oferta seduz, mas nem sempre é um produto necessário, e geralmente compramos em quantidade superior a que precisamos.

- Existem muitas fábricas que distribuem o mesmo produto em embalagens com marcas diferentes, uma mais luxuosa e outra popular, é o mesmo produto! Não se deixe levar pela ilusão de que o mais caro é melhor.

- Produtos mais caros ou os que dão maior margem de lucro estão geralmente na entrada da loja (vamos passar duas vezes por eles) ou na altura dos olhos nas prateleiras. (nós geralmente pegamos o mais fácil) Compre primeiro os produtos do fundo da loja, artigos de primeira necessidade.

- Sempre compare preços utilizando a mesma base, ou seja, um sabão em pó que custa R$ 5,00 e tem 800 gramas é mais caro do que um que tem 1 kg e custa R$ 6,00. Faça a conta: divida 5 por 800 gramas, custo de R$ 0,0075 por grama, enquanto que 6 dividido por 1000 gramas (1 kg) = R$ 0,006 por grama. Ou seja, se o primeiro pacote tivesse os mesmos 1 kg do outro custaria R$ 7,50.

- Alguns produtos mais caros tem rendimento melhor, duram mais e acabam saindo mais barato no final das contas.

- Verifique o prazo de validade e se você irá consumir toda a quantidade que está comprando até esta data.

Resumindo: As mulheres são melhores para fazer as compras e devem ir com a lista pronta e o dinheiro contado, comprar primeiro os artigos de primeira necessidade, e procurar produtos de qualidade semelhante e preço menor nas prateleiras inferiores, promoções só se estiverem na lista, e tenha uma verba definida para gastar com supérfluos.

No próximo artigo falaremos sobre as economias que podemos fazer junto aos bancos.

7 segredos de quem é financeiramente organizado!

Postado dia 17 de maio de 2011, terça-feira, às 00:21 hr.

O controle financeiro, diferentemente do que muita gente imagina, não tem nada a ver com cortar prazeres ou viver em função do dinheiro. Muito pelo contrário, traz ganhos reais, permitindo-se gastar mais e melhor.

Utilizar um gerenciador financeiro como o Yupee faz desta tarefa um ato corriqueiro e divertido, vejamos 7 segredos de quem já faz o controle de despesas:

1. Evitar o pagamento de Juros e Taxas.

Este talvez seja o mais importante de todos os 7 segredos, pois pagar juros não planejados é o mesmo que queimar dinheiro, é o preço por gastar sem controle, por se deixar seduzir por uma bela propaganda e querer o produto naquele instante. É gastar hoje para ficar sem dinheiro amanhã. Quem perde o controle e entra no cheque especial ou no financiamento do cartão de crédito, está pagando caro por não parar e por as contas na ponta do lápis, ou do mouse!

E sair da ciranda financeira (trabalhar para pagar juros) é tão difícil quanto emagrecer.

De que adianta pechinchar, pedir descontos, comprar um produto de menor qualidade, se no final do mês todo este ganho e mais um pouco é utilizado para pagar juros?

2. Saber o que está corroendo o salário.

Com o crescimento do Brasil, a falta de infraestrutura e produção está fazendo a inflação voltar, com o controle das despesas você pode saber o que teve um aumento maior e procurar alternativas, por exemplo: no ano passado você gastou R$ 200 na sua conta de luz, e R$ 500 em alimentação.

Neste último abril você gastou R$ 210 em eletricidade e R$ 900 em alimentação, é fácil de perceber a necessidade em diminuir o gasto com alimentação, procurar novas alternativas, fornecedores, etc…

Com estas pequenas atitudes geralmente descobrimos novas soluções e produtos que muitas vez fazem a mesma função por menos dinheiro.

É na dificuldade que encontramos grandes soluções, é só lembrar da historinha da NASA que gastou milhões para desenvolver  uma caneta para funcionar no espaço, enquanto os russos usaram o lápis!

3. Evitar pagar multa e juros por esquecimento ou não recebimento da cobrança.

O não pagamento de uma conta na data correta ocasiona multa e juros, e quando esta conta é um imposto, não temos nem como chorar, o governo não perdoa nem por um dia.

Quem tem a gestão das suas contas sabe as datas, os valores, e de onde sairá o dinheiro, para realizar cada pagamento.

Com este controle se evita além da perda financeira, a perda de tempo com ligações telefônicas para call centers, busca por comprovantes antigos, ida ao banco para o cálculo do valor a ser adicionado, etc…

O controle de despesas Yupee te lembra por email de todos os pagamentos a serem feitos, ficando mais fácil de lembrar do pagamento caso não tenha recebido a cobrança.

4. Comprar a vista.

O organizado sabe que não entrar na ciranda financeira é um grande segredo, com os juros e taxas economizados pode comprar mais e melhor no futuro.

É o que todo mundo já sabe, se uma TV a vista custa RS 1.000, financiada irá sair R$ 1.500, estes R$ 500 a mais pode ser justamente a nova geladeira!

Ou seja, (Televisão hoje + juros) = (televisão + geladeira amanhã)!

Com a agenda Yupee, por exemplo, você sabe o quanto economiza por mês e quantos meses irá precisar para juntar o valor do produto para o pagamento a vista.

Para quem tem dificuldade em ver o dinheiro na conta crie o seu próprio boleto e pague-o para você mesmo todo mês, com o dinheiro economizado e a rentabilidade deste dinheiro aplicado, antes do que se imagina será possível comprá-lo em uma única parcela e geralmente com desconto! E para quem acredita que o preço a vista é o mesmo do preço em 10 vezes sem juros, experimente dizer ao vendedor que no concorrente o mesmo produto custa 10% a menos…

5. Evitar pagar duas vezes a mesma conta.

Com alguns minutos por dia ou por semana, dependendo do tamanho da sua conta, uma agenda Yupee bem preenchida responde a diversas dúvidas em segundos, basta você ter acesso à Internet, quando alguém lhe cobra uma divida já paga você encontra em segundos o comprovante.

Com o controle você percebe, por exemplo, quando pagou a mesma conta pelo DDA e pelo boleto que a empresa insiste em enviar por papel, ou ainda quando o marido e a esposa pagam o mesmo boleto, ficando fácil de solicitar o estorno do valor pago erroneamente.

Com o controle do extrato você tem um extrato único e eterno, podendo configurá-lo para ver por ordem de valor, descrição ou data, se tiver mais de uma conta os extratos podem ser exibidos todos em uma unica tela facilitando a tarefa de encontrar erros na conta.

6. Saber o seu fluxo de caixa.

Uma planilha financeira se lembra de todos os gastos passados para prever o quanto você irá gastar no futuro, por exemplo quando você pagou o IPVA, IPTU em janeiro deste ano o gasto deve ser informado como recorrente com freqüência anual, ou seja já estão previstos para janeiro de 2012, juntamente com as suas outras contas, agora fica fácil saber o quanto precisamos economizar para não entrar no vermelho após as compras natalinas!

O Fluxo financeiro também te ajuda a lembrar das compras parceladas do cartão de crédito, a facilidade de pagamento muitas vezes nos faz esquecer das pequenas dívidas anteriores, que se somadas vão acabar estourando o orçamento, obrigando a recorrer ao financiamento do cartão de crédito.

7. Educar para não precisar salvar!

Quem está organizado passa naturalmente o sentido e as vantagens da organização para as crianças e demais moradores da mesma casa.

O controle financeiro é facilmente colocado como a solução para o consumismo desenfreado que corrói o orçamento doméstico.

Dando o exemplo e ensinando às crianças, estas com certeza vão ter mais controle e gastar corretamente a mesada e consequentemente o futuro salário.

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Fabio Mainardi

Como nossos filhos realmente aprendem sobre dinheiro?

Postado dia 8 de junho de 2010, terça-feira, às 09:33 hr.

A maioria não aprende até que se torne adulto e aprenda com os resultados de seu próprio sucesso ou fracasso financeiro.

Infelizmente, são pouquíssimas as escolas pelo país que transmitem conteúdo financeiro efetivo (obviamente, porque os professores não tem o conhecimento necessário sobre como realizar isto, nem conhecimento sobre os temas e nem tampouco uma metodologia que torne a aprendizagem natural), as ações para tornar público o conhecimento através da televisão ainda não chega à grande massa, a acessibilidade a computadores, idem e esperar que os pais adotem um novo modelo e hábito para educar seus filhos, é ainda mais difícil. Tipicamente, as habilidades dos pais em gerenciarem o próprio dinheiro foram desenvolvidas através da auto aprendizagem e, por isso, estão longe do que desejam para seus filhos ou ainda, nossas finanças são tão complexas que a forma como lidamos com ela não significa muito para uma criança.

Para piorar, hoje em dia as crianças e jovens gastam mais dinheiro e desenvolvem estilos financeiros muito mais cedo do que antes e, antes que você perceba, as crianças acabam desenvolvendo maus hábitos que podem segui-la pela vida inteira.

De fato, a maioria dos pais não lida com as questões de gerenciamento de dinheiro de seus filhos até que as crianças se tornem adultas. Daí então, estes problemas poderão se transformar em um alto custo emocional.

Ao final, o tempo inteiro os filhos proporcionam aos pais a melhor oportunidade para encorajá-los com hábitos financeiros saudáveis e evitar problemas emocionais futuros em suas vidas, caso essa área de comportamento financeiro humano seja negligenciada.

O único meio das crianças aprenderem a gerenciar seu dinheiro é através da experimentação e orientação que nós, pais, podemos dar a eles. Em outras palavras, as crianças aprendem por acerto e erro e por modelos, exatamente como todos nós. E se nós, pais, não pudermos ensiná-las enquanto são crianças, o preço por cometer erros na vida adulta poderá ser alto em termos financeiros e de relacionamentos.

Obviamente, a questão da mesada deve caber a cada família decidir se deseja introduzi-la ou não, mas o fato é que a mesada é uma excelente ferramenta de educação financeira, então, o primeiro passo é Inicie com uma mesada.

O que eu devo fazer?

Eis alguns motivos pelos quais as crianças precisam de uma mesada:

  • Receber uma quantia de dinheiro de forma regular é o único meio que crianças aprendem a gerenciar dinheiro.
  • Eles precisam aprender a errar enquanto se trata de uma pequena quantia de dinheiro.
  • Conhecer os limites do recurso disponível acaba forçando as crianças e jovens:

1) A pensarem sobre qual o valor das coisas,

2) A realizarem escolhas entre as tantas coisas que elas desejam ter, mas principalmente,

3) A darem o valor devido pelas coisas que comprarem quando utilizam seu próprio dinheiro (já que a relação “barato-caro-barato” depende do quanto cada um deseja uma determinada coisa, exemplo: um sanduíche pode parecer ser caro para aquele que não o deseja, mas barato para aquele que o quer de fato) e;

4) Para saber o real valor das coisas é preciso ter uma renda, um dinheiro. Imagine-se sem dinheiro…tudo parece ser inatingível.

Quando eu devo iniciar?

Uma vez que seu filho mostre interesse por dinheiro e compreenda o conceito de dinheiro – o simples fato de compreender que ele pode ser trocado por “coisas” – eles estão prontos a iniciar a aprendizagem básica sobre gerenciamento de dinheiro. Para muitas crianças, isto poderá acontecer aos 3 ou 4 anos. Nesta fase, a mesada deverá ser introduzida através de uma quantia mínima por semana. Sendo maiores, já poderão receber quinzenalmente ou mensalmente.

Quanto eu devo dar?

Alguns dizem em um real para cada ano de vida por semana, outros sugerem que seja dado um valor próximo ao que os amiguinhos recebem. Eu, particularmente, sigo a corrente dos que concordam que o valor não pode ser tão baixo a ponto da criança se sentir excluída de seu grupo social e nem tão alto a ponto da criança não precisar sequer se organizar financeiramente para conquistar seus sonhos de consumo e, principalmente, que o valor dado caiba no bolso da família, para que o ensinamento não seja quebrado.

De qualquer forma, qualquer uma das opções ajudará bastante.

Quando for introduzir a mesada, experimente esta conta:

• Determine quanto de dinheiro você já dá. Se seu filho não recebe mesada, isto significa que VOCÊ está administrando o dinheiro dele, decidindo o que ele comprará e o que irá fazer. O papel dele é de vendedor (já que ele vende a idéia do que quer, para você comprar) e de manipulador (porque por trás do desejo da compra, ele provavelmente utiliza artifícios que o convence à compra daquilo que ele quer). Deixe-o aprender a administrar seu próprio dinheiro. Pare de fazer isto por ele. Some o valor total das coisas as quais você é convencido a comprar todos os meses e entregue a responsabilidade a ele e permita que ele tome as próprias decisões com as escolhas dele com o próprio dinheiro. Você poupará tempo e evitará uma das maiores batalhas da vida: a guerra de nervos.

• Faça uma lista do que é esperado que ele pague com sua própria mesada. Uma vez que você já estipulou o valor, sente-se com seu filho e faça uma lista de tudo aquilo que é esperado que ele usufrua com seu próprio dinheiro (figurinhas, doces, álbuns e, se forem maiores, material de papelaria extra (lapiseira que brilha, papel de fichário decorado, canetinhas com cheiro, etc), cinemas, pipocas, baladas, manicure, lanchonete). Isto soluciona os conflitos que podem surgir em lojas e outros departamentos de compras. O valor total requerido durante o mês se transforma em mesada. Conforme crescem, as necessidades mudam. Esteja aberto para revisar valores quando julgar que é o momento.

Tenha em mente que crianças e jovens usam o dinheiro para apenas 3 finalidades: gastar, economizar e partilhar. Considere estas três áreas quando apresentar o valor da mesada. Ajustando a mesada, este processo colocará um ponto final às constantes solicitações por dinheiro para comprar isso e aquilo e aquilo outro, já que terão dinheiro para fazer o que o coração deles desejar.

Devo atrelar a mesada a afazeres domésticos?

Você acha que seu filho tem uma certa parcela de responsabilidade com os afazeres da casa somente pelo fato de ser membro da família?

Se acha, tais responsabilidades não devem ter nada a ver com a mesada (por um acaso, alguém nos paga por arrumarmos nossa cama? Cozinharmos? Irmos ao supermercado? A padaria? A farmácia? Por guardarmos os sapatos? As roupas? Todos nós sabemos muito bem que, se quisermos que alguém faça isso por nós, teremos que contratar uma pessoa e pagá-la para fazer o trabalho por nós).

Então, é melhor que estas responsabilidades estejam atreladas a perda de privilégios tais como, sem acessibilidade a computador, vídeo game, ou outra coisa que faça parecer que “o mundo acabou”, do que simplesmente deixar de receber a mesada.

Como uma criança saberá administrar o dinheiro se ela não sabe quanto pode gastar por mês? Por outro lado, atrelar mesada a trabalhos domésticos pode ser uma armadilha, já que se seu filho julgar que naquela semana ele não irá precisar de dinheiro, ele poderá simplesmente não querer ajudar com os afazeres da casa. Além do mais, não creio que você queira ouvir “ quanto você vai me pagar?”, cada vez que o telefone tocar e você pedir ao seu filho para que atenda.

Lembre-se que a proposta de introduzir uma mesada a crianças e jovens é a de oferecer uma oportunidade de aprendizagem sobre como gerenciar o dinheiro através de acerto e erro e da orientação dos pais.

Texto original em inglês de Elisabeth Donati. Traduzido e adaptado por Silvia Alambert

O Empreendedor e a Educação Financeira.

Postado dia 18 de maio de 2010, terça-feira, às 10:28 hr.

Imagine a seguinte situação: Alberto é dono de uma padaria bem localizada numa grande cidade. Seus produtos são de ótima qualidade, o ambiente é limpo e organizado, seus preços não são muito altos e os clientes estão sempre satisfeitos. Alberto, por ser o único dono do negócio, nunca se preocupou em separar muito bem suas contas pessoais das da empresa.

Frequentemente, Alberto paga fornecedores com seu próprio dinheiro ou retira capital do caixa para pagar uma conta pessoal. Seu padrão de vida é bom e ele sempre consegue manter uma reserva de capital de giro na “conta” da empresa. Seu negócio mantém o mesmo faturamento há 12 meses e ele não vê muitos motivos para mudar seus hábitos.

No caso relatado, mesmo parecendo estar tudo bem com Alberto e seu negócio, basta um concorrente à altura abrir as portas na mesma região, os preços dos insumos aumentarem ou a família de Alberto assumir uma nova dívida que ambos serão afetados, Alberto e seu negócio.

Um dos maiores motivos que levam pequenas empresas à falência é a má administração do fluxo de caixa da empresa. E um empresário que não consegue controlar com eficiência o seu próprio fluxo de caixa, certamente também não o fará na sua empresa. Os erros mais comuns e mais graves ao administrar o fluxo de caixa de uma empresa são:

Erro 1: Misturar contas pessoais com as da empresa. Os sócios devem definir um valor mensal para retirar da empresa. E para saber quanto realmente precisam para manter seus padrões de vida, precisam ter suas próprias finanças sob controle. Além disso, precisam ter disciplina, para não reajustar seus salários cada vez que o negócio dá um salto no faturamento. O reajuste deve ser planejado anualmente e deve levar em conta os objetivos da empresa.

Erro 2: Gastos desnecessários. Ao iniciar um negócio, são listados todos os investimentos necessários para estabelecer a empresa e é estimado o tempo de retorno deste investimento. Infelizmente, quando a empresa já está funcionando, novos investimentos normalmente não seguem o mesmo cuidado. O ideal é que cada aquisição da empresa venha a diminuir as despesas ou aumentar as receitas; e o novo retorno do investimento deve ser calculado.

Erro 3: Pouco controle do fluxo de caixa. Todas as contas devem ser registradas em algum lugar, seja uma simples planilha eletrônica ou um poderoso software de gestão. Tanto as contas à pagar quanto as à receber. O mesmo vale para o patrimônio e os investimentos da empresa, quando existentes. E este fluxo de caixa, considerando receitas e despesas, deve ser analisado mensalmente, de preferência em contraste com as metas do período.

Erro 4: Muito foco nas despesas. Quando você foca seus esforços em reduzir as despesas, você tem um limite: pode reduzi-las a zero (ou o mais próximo possível disso). Já quando você foca seus esforços em aumentar suas receitas, você não tem limite algum. Esse é pensamento que o empreendedor tem que ter em mente ao controlar o fluxo de caixa da empresa. Controlar fluxo de caixa não é cortar despesas, mas sim conhecê-las bem para pode estabelecer boas metas para as receitas.

Mesmo contratando um profissional para cuidar das contas da empresa, é fundamental para a saúde do negócio o sócio ter boa educação financeira. Sócios sem educação financeira adequada e que não conseguem controlar seu próprio fluxo de caixa familiar um dia acabam precisando retirar da empresa mais dinheiro do que o previsto.

Quanto menos o empreendedor retirar da empresa, mais ele poderá reinvestir no negócio, fazendo-o crescer ainda mais. E isso é ainda mais importante durante o primeiro ano da empresa. Além disso, quanto mais tranquilo e organizado for o fluxo de caixa do próprio empreendedor, mais ele poderá focar no negócio, com menos preocupações e administrando uma empresa financeiramente saudável. Conclui-se que educação financeira é fundamental para empreendedores de sucesso.

Fonte: Dinheirama

Analfabetismo Financeiro VERSUS Educação Financeira.

Postado dia 17 de maio de 2010, segunda-feira, às 10:49 hr.

Hoje a taxa de endividamento no país atinge índices absurdos, e os dados se referem apenas às dívidas que são possíveis mensurar (crediários, bancos, cartão de crédito, financeiras, governos, etc.). Mas, esse número aumenta muito se pensarmos que existem ainda as pessoas que devem para amigos, colegas e parentes, sem contar os agiotas, isto é, a falta de educação financeira assola o país.

Esse dado mostra um quadro muito grave que atinge a maior parte de nossa população, o analfabetismo financeiro. Esse tipo de analfabetismo atinge os mais variados níveis de nossa população, não fazendo distinção de grau de escolaridade, classe social ou religião, e ele é caracterizado por pessoas que não tem a menor noção de como funciona as questões cotidianas das finanças pessoais.

São pessoas que pagam a parcela mínima do cartão de crédito e acham isso normal, não possuem controle sobre o que gastam durante um dia e muito mais no mês, acreditam que apenas o fato de pagar as dívidas que possui lhe dá segurança, entram no cheque especial como se isso fosse um valor incorporado em sua renda, compra sem pesquisar, não se preocupa com seus rendimentos futuros, entre outras várias ações que geram o descontrole e endividamento.

Um fato inegável é que, cada vez mais cedo, as pessoas estão tendo contato com o dinheiro, assim se torna simples a aplicação desse tipo de educação em nossas escolas, pois se apega em algo que tem relação ao nosso cotidiano. É necessário prevenir, para não remediar dividas.

Conheça agora os cinco passos para quem deseja organizar a sua vida financeira.

Elas formam uma sequência lógica e interdependente. Você deve localizar em qual estágio se encontra atualmente e a partir daí, empreender um esforço consciente para avançar e mudar de fase.

1 – Conheça os seus números. Este é o primeiro passo. Os ricos têm a companhia constante de números: renda, dividendos, patrimônio, cotações e grandes negócios são todos expressos em números. Quem deseja a Organização Financeira precisa conhecer os seus próprios números. Se você está nesta fase provavelmente estará vivendo uma ou mais destas situações:

a) Incapacidade de fazer anotações financeiras: tenta controlar “de cabeça”; não preenche o canhoto do talão de cheques nem confere extratos bancários;

b) Não tem ideia de quanto paga em juros; A dica é: passe meia hora por dia fazendo contas. Saiba tudo sobre os seus números e veja a diferença que isto vai fazer na sua vida.

2 – Gaste menos do que ganha. O segundo passo é gastar menos do que recebe. Quem tenta manter um estilo de vida acima dos seus ganhos acaba endividado e com sérios problemas.  Se você está nesta fase, provavelmente:

a) Existe uma planilha de controle, mas o resultado sempre é vermelho;

b) Quando termina uma prestação você faz outra;

c) Chega um dinheiro extra (13º salário, por exemplo) e desaparece em meio ao pagamento de dívidas.

A dica é: faça um orçamento anual. Você vai perceber que a despesa de 1 ano não é o mesmo que multiplicar a despesa de um mês qualquer por 12. (use o Yupee!)

3 – Elimine suas dívidas.  Elimine mesmo, faça um plano para acabar completamente com suas dívidas. Quem está nesta fase já conhece seus números, equilibrou o orçamento, mas continua com dívidas.

A dica é: pare de fazer dívidas novas e comece a antecipar o pagamento das atuais. Em pouco tempo você
liquidará todas as suas dívidas.

4 – Tenha dinheiro. Crie uma Meta de Poupança. Lembre-se que a diferença entre o rico e o pobre é o fato de
possuir dinheiro. Se você não consegue segurar uma nota de cinquenta reais na carteira, será muito difícil trilhar o caminho da riqueza. Acostume-se a ter dinheiro guardado, rendendo. Quem está nesta fase já conhece seus números, gasta menos do que ganha, eliminou suas dívidas, mas não consegue guardar dinheiro.

A dica é: faça o alvo de ter o montante que vá gerar uma renda equivalente a 10% do seu salário. Depois
vá aumentando até chegar a 100%. (Poupe no mínimo 10% de tudo que ganhar – META)

5 – Valorize as pessoas. Lembre-se de que dinheiro chama dinheiro, mas as relações pessoais não devem ser esquecidas. Um bom relacionamento não depende de dinheiro. O dinheiro não pode ser um fator de stress, mas sim um gerador de estabilidade nos relacionamentos. Seja amigo dos seus amigos. Valorize o que você tem.

Valorizar as pessoas é:

a) Passar tempo com as pessoas: tempo é dinheiro.  A expressão não é válida em todos os momentos
da vida;

b) Lembrar-se das datas importantes ao menos para falar ao telefone;

c) Viajar, dar presentes, investir em relacionamentos;

Estes cinco passos não é receita de bolo, mas é um caminho.

Autora: Professora Myrian Lund,Consultora Financeira.

Elimine as suas dívidas.

Postado dia 13 de maio de 2010, quinta-feira, às 08:49 hr.

Chegou o momento de se reorganizar e equacionar suas dívidas. O melhor a fazer é trabalhar duramente num plano para quitar seus débitos.

Algumas dicas:

  • Não procure agiota;
  • Não espere mais para negociar aquelas dívidas que estão se tornando impagáveis, pois com o tempo fica mais difícil;
  • Faça um plano de corte de despesas supérfluas e avalie melhor as necessárias. Você vai ver que pode viver sem algumas delas;
  • Se possível, busque obter uma renda maior;
  • Controle melhor as pequenas despesas;
  • Refinancie as dívidas que estão com custo muito alto;
  • Caso não consiga refinanciamento, pague primeiro os débitos com juros maiores;
  • Negocie com o banco o cheque especial, principalmente diminuindo o limite disponível;
  • Se tiver cheque devolvido, regularize o pagamento e acerte com o banco. Lembre-se que o cadastro positivo é muito importante;
  • Use a sua renda de maneira absolutamente disciplinada;
  • Evite pagar o valor mínimo da fatura do cartão de crédito;
  • Faça uma conferência periódica dos extratos bancários;
  • Procure quem melhor possa ajudá-lo.

Você está preparado para lidar com dinheiro?

Postado dia 11 de maio de 2010, terça-feira, às 09:13 hr.

A maior parte das pessoas ainda responde “NÃO” a esta questão. Os motivos:

1. Alguém sempre cuidou disso para mim.

2. Nunca fui preparado para isso.

Lidar com o dinheiro é uma arte quando se trata de equilíbrio financeiro, no entanto, o que poucos sabem é que muitas vezes podemos nos deparar com dificuldades devido a questões de ordem emocional.

O dinheiro foi criado pelo próprio homem, existe única e exclusivamente para facilitar nossas vidas, solucionar problemas, enfim, para nos servir e não o contrário; quando isto ocorre alguma coisa está errada e cabe a nós mudar esta situação. É importante a mudança de hábitos financeiros, necessária para uma economia pessoal saudável. Veja abaixo:

Dependência Financeira – principalmente quando já adultos e também no caso de adolescentes que não demonstram interesse em mudar esta situação.

Consumismo – aqui se refere todo tipo de consumo que lese o indivíduo ou terceiros de alguma forma: Compra-se, mas não se usufrui. Se gasta mais do que ganha ou por conta do que ainda vai ganhar. Compra, mas não paga. Gastar o dinheiro que não tem, recorrer a empréstimos!

Dívidas – quando constantes, merecem uma atenção especial, podem ser indício de situações passadas mal resolvidas, emocionalmente falando.

Escassez – nem todos serão ricos ou milionários; no entanto, ninguém precisaria passar por necessidades. Nesta situação, muitas pessoas carregam medos, valores e atitudes que impedem seu crescimento financeiro.  Geralmente são indivíduos que fogem de maiores responsabilidades. Planeje seu futuro com os recursos do momento, só assim você terá oportunidade de crescer e prosperar.

Avareza – Amor extremo ao dinheiro. Extremo oposto do consumismo; porém, ambos vivem os mesmos conflitos.

Recomendações Importantes:

Basicamente, observe três procedimentos na sua relação com o dinheiro, para com menor esforço, ter melhor resultado:

· Ganhar seu próprio dinheiro;

· Economizar e investir parte do que ganha;

· Gastar de forma equilibrada. Praticar consumo, não consumismo ou avareza.

Autora: Professora Myrian Lund,Consultora Financeira.

O Equilíbrio Financeiro.

Postado dia 10 de maio de 2010, segunda-feira, às 09:57 hr.

Segundo números da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2002 e 2003, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 85% das famílias brasileiras referiram algum grau de dificuldade para chegar ao final do mês com o rendimento familiar.

Quanto aos rendimentos, 27,14% das famílias brasileiras declaram ter muita dificuldade para chegar ao final do mês com a renda; 23% afirmaram ter dificuldade e 34%, alguma dificuldade. Entre os que encontraram graus diferentes de facilidade para chegar ao final do mês, 8,9% disseram encontrar alguma facilidade; 4,9%, facilidade e 0,7%, muita facilidade.

Segundo uma matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, escrita por Marcelo Côrtes Néri – do Centro de Políticas Sociais do IBRE/FGV. As classes que ganhavam mais passaram a perder mais, e vice-versa; a queda no pós crise até abril de 2009 foi de 6,8% da classe A/B e de 0,8% da C.

No início de 2009, houve um aumento do número de famílias com dívidas e também um acréscimo de 11,4% no  nível de inadimplência em comparação ao 1º trimestre de 2008, provocado pelo desemprego de dezembro de  2008 e janeiro de 2009.

A Fundação Getúlio Vargas apurou que habitação e moradia representam 30% da despesa média do consumo mensal das famílias brasileiras. Na sequência, alimentação consome 25%; saúde e cuidados pessoais, 12%; educação e cultura, 8%; transporte, 15%; vestuário, 5%; e mais 5% em despesas diversas.

Com essa dura realidade, não há como dormir tranquilo sem pensar no pagamento do colégio, do supermercado, da luz, etc. Para piorar, ainda existe a pressão ao consumismo. As facilidades com cartões de crédito, cheques pré-datados, crédito direto, são armadilhas para gastar o dinheiro que não se tem, comprando o desnecessário.

A melhor estratégia para conviver com essas situações é a adoção de um planejamento financeiro bem  estruturado.

Assim, você vai levar uma vida equilibrada,  gastar com prudência e poupar com sabedoria.

A conscientização de um orçamento familiar bem administrado, deve ser objetivo compreendido por todos os membros da família. É importante que as crianças saibam o valor do dinheiro em relação ao trabalho, e que o consumo venha após as necessidades básicas.

Segundo Silva (2005), Abraham Lincoln mencionou certa vez que: “Não criarás prosperidade se desestimulares
a poupança. Não criarás estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado. Não evitarás dificuldades financeiras se gastares mais do que ganhas. Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem fazer por si próprios.”

Faz parte do orçamento familiar a soma das receitas (salários, pensões, pró-labore, etc.) e dos gastos mensais, que incluem despesas fixas (aluguel, condomínio, escola, etc) e variáveis (lazer, viagens, etc).

O balanço deve ser mensal, tentando manter um balanço positivo entre o ganho familiar e despesas, com uma planilha de crédito e débito, e avaliar quanto será destinado para uma poupança e quais serão as necessidades reais da família, eliminar o supérfluo e traçar estratégias de redução de custos e de investimentos, como a compra de um automóvel zero quilômetro, por exemplo. Tudo isso, aliado ao bem estar físico e emocional da sua família. Porque o que vale é a qualidade de vida.

O planejamento financeiro significa entender até  onde podemos gastar para garantir nosso futuro.

É fazer escolhas inteligentes e coerentes para viver bem no presente e no futuro. É se permitir realizar mais sonhos, mesmo que, para isso, eles tenham que ser adiados por algum tempo.

Como elaborar o Planejamento Financeiro Pessoal?

  • Identificando as necessidades;
  • A partir de informações completas, reais e confiáveis;
  • Planejando os gastos;
  • Estabelecendo prioridades;
  • Análise e acompanhamento;
  • Considerando sempre a renda disponível;
  • Sem perder o foco;
  • Fazendo, se necessário, pequenos ajustes e correções;
  • Ter como meta poupar no mínimo 10% dos ganhos

O Equilíbrio Financeiro não depende de quanto ganhamos, mas de como gastamos o que ganhamos.

Autor: Consultora Financeira – Professora Myrian Lund