Posts Tagged ‘Dívidas’

Elimine as suas dívidas.

Postado dia 13 de maio de 2010, quinta-feira, às 08:49 hr.

Chegou o momento de se reorganizar e equacionar suas dívidas. O melhor a fazer é trabalhar duramente num plano para quitar seus débitos.

Algumas dicas:

  • Não procure agiota;
  • Não espere mais para negociar aquelas dívidas que estão se tornando impagáveis, pois com o tempo fica mais difícil;
  • Faça um plano de corte de despesas supérfluas e avalie melhor as necessárias. Você vai ver que pode viver sem algumas delas;
  • Se possível, busque obter uma renda maior;
  • Controle melhor as pequenas despesas;
  • Refinancie as dívidas que estão com custo muito alto;
  • Caso não consiga refinanciamento, pague primeiro os débitos com juros maiores;
  • Negocie com o banco o cheque especial, principalmente diminuindo o limite disponível;
  • Se tiver cheque devolvido, regularize o pagamento e acerte com o banco. Lembre-se que o cadastro positivo é muito importante;
  • Use a sua renda de maneira absolutamente disciplinada;
  • Evite pagar o valor mínimo da fatura do cartão de crédito;
  • Faça uma conferência periódica dos extratos bancários;
  • Procure quem melhor possa ajudá-lo.

Você está preparado para lidar com dinheiro?

Postado dia 11 de maio de 2010, terça-feira, às 09:13 hr.

A maior parte das pessoas ainda responde “NÃO” a esta questão. Os motivos:

1. Alguém sempre cuidou disso para mim.

2. Nunca fui preparado para isso.

Lidar com o dinheiro é uma arte quando se trata de equilíbrio financeiro, no entanto, o que poucos sabem é que muitas vezes podemos nos deparar com dificuldades devido a questões de ordem emocional.

O dinheiro foi criado pelo próprio homem, existe única e exclusivamente para facilitar nossas vidas, solucionar problemas, enfim, para nos servir e não o contrário; quando isto ocorre alguma coisa está errada e cabe a nós mudar esta situação. É importante a mudança de hábitos financeiros, necessária para uma economia pessoal saudável. Veja abaixo:

Dependência Financeira – principalmente quando já adultos e também no caso de adolescentes que não demonstram interesse em mudar esta situação.

Consumismo – aqui se refere todo tipo de consumo que lese o indivíduo ou terceiros de alguma forma: Compra-se, mas não se usufrui. Se gasta mais do que ganha ou por conta do que ainda vai ganhar. Compra, mas não paga. Gastar o dinheiro que não tem, recorrer a empréstimos!

Dívidas – quando constantes, merecem uma atenção especial, podem ser indício de situações passadas mal resolvidas, emocionalmente falando.

Escassez – nem todos serão ricos ou milionários; no entanto, ninguém precisaria passar por necessidades. Nesta situação, muitas pessoas carregam medos, valores e atitudes que impedem seu crescimento financeiro.  Geralmente são indivíduos que fogem de maiores responsabilidades. Planeje seu futuro com os recursos do momento, só assim você terá oportunidade de crescer e prosperar.

Avareza – Amor extremo ao dinheiro. Extremo oposto do consumismo; porém, ambos vivem os mesmos conflitos.

Recomendações Importantes:

Basicamente, observe três procedimentos na sua relação com o dinheiro, para com menor esforço, ter melhor resultado:

· Ganhar seu próprio dinheiro;

· Economizar e investir parte do que ganha;

· Gastar de forma equilibrada. Praticar consumo, não consumismo ou avareza.

Autora: Professora Myrian Lund,Consultora Financeira.

O Equilíbrio Financeiro.

Postado dia 10 de maio de 2010, segunda-feira, às 09:57 hr.

Segundo números da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2002 e 2003, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 85% das famílias brasileiras referiram algum grau de dificuldade para chegar ao final do mês com o rendimento familiar.

Quanto aos rendimentos, 27,14% das famílias brasileiras declaram ter muita dificuldade para chegar ao final do mês com a renda; 23% afirmaram ter dificuldade e 34%, alguma dificuldade. Entre os que encontraram graus diferentes de facilidade para chegar ao final do mês, 8,9% disseram encontrar alguma facilidade; 4,9%, facilidade e 0,7%, muita facilidade.

Segundo uma matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, escrita por Marcelo Côrtes Néri – do Centro de Políticas Sociais do IBRE/FGV. As classes que ganhavam mais passaram a perder mais, e vice-versa; a queda no pós crise até abril de 2009 foi de 6,8% da classe A/B e de 0,8% da C.

No início de 2009, houve um aumento do número de famílias com dívidas e também um acréscimo de 11,4% no  nível de inadimplência em comparação ao 1º trimestre de 2008, provocado pelo desemprego de dezembro de  2008 e janeiro de 2009.

A Fundação Getúlio Vargas apurou que habitação e moradia representam 30% da despesa média do consumo mensal das famílias brasileiras. Na sequência, alimentação consome 25%; saúde e cuidados pessoais, 12%; educação e cultura, 8%; transporte, 15%; vestuário, 5%; e mais 5% em despesas diversas.

Com essa dura realidade, não há como dormir tranquilo sem pensar no pagamento do colégio, do supermercado, da luz, etc. Para piorar, ainda existe a pressão ao consumismo. As facilidades com cartões de crédito, cheques pré-datados, crédito direto, são armadilhas para gastar o dinheiro que não se tem, comprando o desnecessário.

A melhor estratégia para conviver com essas situações é a adoção de um planejamento financeiro bem  estruturado.

Assim, você vai levar uma vida equilibrada,  gastar com prudência e poupar com sabedoria.

A conscientização de um orçamento familiar bem administrado, deve ser objetivo compreendido por todos os membros da família. É importante que as crianças saibam o valor do dinheiro em relação ao trabalho, e que o consumo venha após as necessidades básicas.

Segundo Silva (2005), Abraham Lincoln mencionou certa vez que: “Não criarás prosperidade se desestimulares
a poupança. Não criarás estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado. Não evitarás dificuldades financeiras se gastares mais do que ganhas. Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem fazer por si próprios.”

Faz parte do orçamento familiar a soma das receitas (salários, pensões, pró-labore, etc.) e dos gastos mensais, que incluem despesas fixas (aluguel, condomínio, escola, etc) e variáveis (lazer, viagens, etc).

O balanço deve ser mensal, tentando manter um balanço positivo entre o ganho familiar e despesas, com uma planilha de crédito e débito, e avaliar quanto será destinado para uma poupança e quais serão as necessidades reais da família, eliminar o supérfluo e traçar estratégias de redução de custos e de investimentos, como a compra de um automóvel zero quilômetro, por exemplo. Tudo isso, aliado ao bem estar físico e emocional da sua família. Porque o que vale é a qualidade de vida.

O planejamento financeiro significa entender até  onde podemos gastar para garantir nosso futuro.

É fazer escolhas inteligentes e coerentes para viver bem no presente e no futuro. É se permitir realizar mais sonhos, mesmo que, para isso, eles tenham que ser adiados por algum tempo.

Como elaborar o Planejamento Financeiro Pessoal?

  • Identificando as necessidades;
  • A partir de informações completas, reais e confiáveis;
  • Planejando os gastos;
  • Estabelecendo prioridades;
  • Análise e acompanhamento;
  • Considerando sempre a renda disponível;
  • Sem perder o foco;
  • Fazendo, se necessário, pequenos ajustes e correções;
  • Ter como meta poupar no mínimo 10% dos ganhos

O Equilíbrio Financeiro não depende de quanto ganhamos, mas de como gastamos o que ganhamos.

Autor: Consultora Financeira – Professora Myrian Lund